Midsommar, o Meio do Verão

Também conhecido como Midsummer (Meio do Verão), Litha acontece no dia do solstício de Verão, quando a parte clara do dia é mais longa que a parte escura. A duração exata de cada período, por sua vez, varia de região para região, de acordo com a distância da Linha do Equador. Nos pólos terrestres, neste momento ocorre um dia de 24h sem noite. Acontece por volta do dia 21 de dezembro no hemisfério sul e no dia 21 de junho no hemisfério norte. …

e a Celebração de Sokar no Egito

No antigo calendário egípcio, no mês de Khoiak, ocorria um festival em honra de Sokar, um deus agrícola cultuado desde o início do Período Dinástico. O mês Khoiak era o quarto mês da inundação, quando as águas do Nilo recuavam deixando para trás a lama negra altamente nutritiva onde eram plantadas as sementes que se tornariam o sustento dos antigos egípcios.

Image for post
Image for post
Imagem: Ptah-Sokar-Osiris ~330 AEC (Período Tardio) — Museu RISD, Providence-RI, EUA

Posteriormente, essa comemoração dos ciclos agrícolas foi absorvida por Osíris, que também possuía essas características como Deus da Vegetação. …

Fogueira Brilhante

Image for post
Image for post
Imagem: Gustav Klimt — retrato de Adele Bloch, 1907.

Uma das celebrações da antiguidade que foi resgatada e reinventada na modernidade, Beltane representa o início do Verão no calendário gaélico, e muito provavelmente em outras regiões célticas algo similar deveria ser festejado.

Outra celebração, a germânica Noite de Walpurga, também parece bem representada por boa parte dos círculos de praticantes do paganismo moderno. Costumes típicos podem ser rastreados até a idade média, e embora existam suspeitas de que sejam reminiscências pagãs, não existe comprovação histórica para além dos festejos campesinos cristãos. …

O Renascer das Flores

Image for post
Image for post
Monet — Primavera, 1886.

Ostara é celebrada no equinócio de Primavera, momento onde o dia e a noite têm a mesma duração e as forças das polaridades se encontram em equilíbrio.

Existe muita contradição sobre as origens históricas desta celebração na antiguidade, sobretudo quanto à deusa Eostre, citada no século VIII d.e.c. por Bede, monge e historiador da Inglaterra antiga.

Observam-se algumas deusas “austrais” que estão ligadas com o Leste e a Aurora, representando a luminosidade que retorna, e que estão presentes nos achados arqueológicos da Germânia.

Efetivamente, Eostre é uma deusa que emerge durante o Romantismo Alemão, onde pela primeira vez a ela são atribuídos simbolismos reprodutivos como os dos ovos, aves e lebres. …

Templo Romano de Komir, Esna — Antoninus Pius

Glória a seu belo rosto, Nebt-Het, a Grande, Senhora de Ma-hedj.
A Purificadora, a Resplandecente, que governa em Pi-Khnum.
A Grande, Excelente entre os deuses.

A que mora no belo país, a morada de seu irmão Asar, que vem a vida novamente por ti.
És quem renova para Ele o corpo que uma vez foi, em seu nome de “Renovação da Vida”.
Guardiã do bem-estar do Bom Deus para o seu próprio Ka.

Glória a Ti, Kheresket, a Grande, Filha de Rá, que se une a Grande Maat.
Amada de Seth, Senhora das Duas Terras.
Tu és a venerável Senhora das Duas Terras, a grande dama da casa de Amon.

Image for post
Image for post

Tradução para o português: Allan Koschdoski

Templo de Philae e H. Kockelmann, Praising the Goddess (2008)

Que ela venha até casa dela para se juntar à sua imagem,
Seu brilho inunda os rostos,
Assim como o brilho de Re quando ele se mostra pela manhã.

Rainha, amada do Grande Falcão.
Mãe de Horus, criada por Atum,
Grande Esposa Real, unida com Re,
Aquela que protege seu irmão Osíris.

Quem tomou posse das Duas Terras,
Regente de deuses e deusas;
Que ataca os poderosos
Mais poderosa que todos os poderosos, mais forte que todos os fortes;
Aquela que fere milhões cortando suas cabeças,
A Grande do Massacre contra os Inimigos.

Senhora da Chama que agride os rebeldes,
Quem mata Apep em um instante,
Uraeus de Rá, A Enrolada na cabeça do Grande Deus,
Quem dá ordens na barca do Senhor do Alto e do Baixo…

Compilado com base no Texto das Pirâmides

Oh tu com o grande rugido e com grande força, O Vermelho, Aquele que está no meio do fogo, que está na Escuridão, O destrutivo, O senhor da Tempestade, Belo filho de Ra, Quem inflige doença e dor, Quem está na ira da tempestade, Quem criou as tempestades!

Tu és aquele de grande poder para destruir seus inimigos
Destruidor do condenado Apep
Proteja-me como você faz Ra de Apep
Oh, grande vermelho.
Grande da magia
Diante de ti o céu treme

És a tempestade acima e abaixo
Aquele que faz o céu escuro brilhar
O senhor da força e do grande poder
Tu que faz o poderoso encolher-se
Ouça-me enquanto faz o céu estremecer
Enquanto protege o mundo da cobra bestial…

Baseado em The Literature of the Ancient Egyptians — E.A. Wallis Budge (1914)

Ó Horus, que navega sobre o céu,
Tu, filho que procede do pai divino, filho de fogo, brilhante, que destrói a escuridão e a noite.
Tu, filho que cresce rapidamente com forma graciosa, que descansa no teu olho.
Teu barco navega no ardente Lago Neserser, e tu atravessas o céu superior por meio dos ventos.
As duas filhas esmagam por você o demônio Neka e Seth o perfura com suas flechas.
Geb o pega pela articulação de suas costas, Serqet o agarra em sua garganta.
A chama desta serpente que está sobre a porta da tua casa o queima.
A Grande Companhia dos Deuses se alegra, pois ele foi cortado em pedaços.
Os Filhos de Hórus seguram suas facas e infligem muitos cortes nele.
O teu inimigo caiu, e a verdade permanece firme diante de ti.
Quando tu novamente te transformas em Tum, tu entregas tua mão às Senhoras do Duat.
Aqueles que estão na morte agradecem por tuas belezas quando a tua luz cai sobre eles.
Eles declaram para ti o que é o desejo de seus corações, que é que eles possam te ver novamente.
Quando tu passas por eles, a escuridão os cobre, cada um no seu caixão.
Tu és o senhor daqueles que clamam a ti, o deus que é benéfico para sempre.
Tu és o Juiz de palavras e ações, o Chefe dos juízes que estabelece a verdade.
Como tu és restaurado, que eu seja restaurado. …

E. A. Wallis Budge, Lendas dos Deuses Egípcios

Homenagem a ti, Osíris, Senhor da eternidade, Rei dos deuses, cujos nomes são múltiplos, cujas transformações são sublimes, cuja forma está escondida nos templos, cujo Ka é sagrado, o governador de Busiris, o poderoso do santuário, o Senhor dos louvores no Nomo Andjet, Regente em Heliópolis, Senhor que é comemorado na cidade de Maati, a misteriosa Alma, o Senhor de Qerret, o sublime em Mênfis, a Alma de Rá e seu próprio corpo, que tem a tua habitação em Herakleopolis, o beneficente, que é louvado em Nart, que faz subir a tua Alma, Senhor da Grande Casa na Cidade dos Oito Deuses que inspiram grande terror em Shas-hetep, Senhor da eternidade, Governador de Abidos. …

O fim do inverno

Image for post
Image for post
Imagem: Van Gogh, o Campo Arado (1888).

Imbolc é a celebração pagã do período final do inverno, que os irlandeses confirmavam através do alinhamento solar com alguns megálitos e o segundo dentre os Grandes Festivais. Seu simbolismo gira em torno da deusa Brigid, muito importante entre as tribos celtas insulares e possivelmente a raiz da palavra latina “Britania” que dá nome à maior ilha que hoje compõe o Reino Unido.

Está fortemente relacionada com a estação de lactação e parto do gado ovino, o que faz com que as ovelhas e cordeiros se somem a Brigid como protagonistas deste festival. A palavra Oimelc (um dos nomes do festival) significa literalmente “leite de ovelha”. Originalmente a data não era fixa, mas sim determinada pelo início do nascimento dos filhotes do rebanho, o que poderia ser cerca de quinze dias mais cedo ou mais tarde que 2 de fevereiro no Hemisfério Norte . …

About

Projeto Xaoz

Este projeto visa compilar, analisar e desenvolver as bases do conhecimento de sistemas mágicos. Leia mais em: www.xaoz.com.br

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store